PHCBR Entrevista: Will Sowers (Emarosa)


EXCLUSIVO! Conversamos com Will Sowers, baixista do Emarosa. Na primeira entrevista da banda para um canal de mídia brasileiro, ele fala sobre a parceria com Aaron Marsh (Copeland), planos para o próximo álbum, a nova turnê australiana e uma possível vinda ao Brasil.

PHCBR: Opa, Will. Obrigado, pela entrevista. Eu também toco contrabaixo. Então, eu queria começar perguntando como você acabou virando baixista e quais são suas maiores influências.

WS: Eu cresci em uma família muito talentosa em termos musicais. Comecei com aulas de canto, piano, violino, cello e percussão. Conforme minha paixão pelo rock foi aumentando, eu resolvi aprender a tocar guitarra sozinho. Eu tinha um amigo que estava formando uma banda e eles precisavam de um baixista. Aí, meu pai me levou numa loja de penhores pra comprar meu primeiro baixo e foi amor à primeira vista.

- Joy Division, com o estilo único de tocar do Peter Hook sempre foi uma grande influência. Também, Beatles, David Bowie, Radiohead e The Strokes.
 
PHCBR: Podemos falar sobre o período de hiato? O que vocês fizeram? Você ficou com medo de a banda acabar?

WS: Pode até ter parecido que o Emarosa ficou inativo durante o hiato, mas, na verdade, foi o contrário. A gente continuou ensaiando mais ou menos 5 dias por semana, trabalhando com potenciais vocalistas e procurando tomar a decisão certa. Acho que essa pausa com as turnês e na substituição de um front man foi exatamente o que precisava acontecer. Eu nunca deixei de acreditar nessa banda e nesses caras e somos muito orgulhosos do que conquistamos juntos.

PHCBR: O Versus foi considerado pela crítica e pelos fãs um dos grandes retornos de 2014. Como você se sente e como isso se compara em relação aos outros discos?

WS: Estamos muito orgulhosos do Versus. Eu acho que foi um grande passo a frente, representa muito bem o Emarosa e a nossa música. Estamos amadurecendo e ficando mais velhos juntamente com os nossos fãs, e acho que o Versus representa perfeitamente essa jornada. Sem deixar de enaltecer o que criamos desde o começo da banda.

PHCBR: Não sei se vai querer falar disso. Mas em termos de criação, quais as grandes diferenças entre o Bradley e o Jonny Craig?

WS: Compor com o Bradley foi uma experiência muito positiva. Ele é um músico muito talentoso e versátil, com tons de paixão. E eu sinto que o Bradley só trouxe positividade para os shows do Versus.

PHCBR: Vocês gravaram recentemente uma música com o Aaron Marsh do Copeland. Como foi a experiência?

WS: A gente foi pra Flórida pra trabalhar com o Aaron pra gravar algumas músicas. Não quero dar muitos detalhes, mas estamos bem empolgados pra mostrar o que fizemos juntos. O Aaron trouxe pra nossa música coisas que sempre quisemos fazer, por exemplo, arranjos com cordas. Acredito que criamos algo verdadeiramente belo.

PHCBR: Vocês podem dizer quando vai ser lançado e se será lançado como um single, coletânea ou algo do tipo?

WS: Ainda não há uma data oficial, mas vai ser lançada em algum momento deste verão (NE: entre junho e setembro no hemisfério norte).

PHCBR: Vocês vão pra Austrália agora em junho em uma turnê como banda principal. É uma grande conquista. Tipo, perceber que o Emarosa cresceu ao ponto de ter uma base de fãs tão longe de casa.

WS: Mal podemos esperar pra voltar pra Austrália. A última vez que fomos pra lá foi em 2010 pra tocar no Soundwave Festival e foi um dos melhores momentos de nossas vidas. Os fãs australianos são muito bacanas e carinhosos. É uma honra poder viajar pra outro país e mostrar nossa música.

PHCBR: A propósito, cada vez mais, as bandas da cena estão vindo tocar no Brasil. O Circa Survive vem em outubro. Vocês têm planos pra uma turnê no Brasil? Já receberam propostas?

WS: Ainda não recebemos uma oferta pra tocar no Brasil. Mas se rolar, a gente topa facilmente.

PHCBR: Nas nossas trocas de e-mails você comentou que tem muita coisa rolando com a banda. E claro que eu fiquei curioso...

WS: A gente tem trabalhado muito em novas músicas e depois das sessões de gravação com o Aaron Marsh, eu sei que ficamos mais empolgados do que nunca pra voltar pro estúdio e gravar um novo disco. O que parece que vai rolar ainda esse ano.

PHCBR: Will, muito obrigado. Eu sei que é meio clichê, mas você pode deixar uma mensagem pros fãs brasileiros?

WS: Gostaríamos de dizer MUITO OBRIGADO pra cada um de vocês que em algum momento ouviu Emarosa aí no Brasil. Mesmo que não possamos tocar por aí agora, saibam que o carinho de vocês nunca deixou de ser notado. O Brasil tem uma das mais fortes bases de fãs na internet e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que os shows aconteçam o mais rápido possível.

Cold




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